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sábado, 29 de janeiro de 2011
Além do Bem e do Mal - 11 (Nietzsche)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Immanuel Kant

Kant tentou nos mostrar que, embora não possamos confiar em nossos sentidos para receber diretamente informações sobre a realidade, eles nos informam como a realidade aparece para nós. E a aparência da realidade não é apenas obra de hipóteses, como Hume afirmou, ela aponta além da experiência para a unidade transcendente entre a aparência do mundo e o que ele realmente é. Kant distinguiu entre o que o mundo realmente é e sua aparência. A aparência das coisas ele chamou de fenômeno. O mundo real ele denominou noúmeno ou a coisa-em-si. Afirmou que, embora não possamos conhecer o noúmeno diretamente, podemos apreendê-lo baseados na maneira como percebemos o mundo como fenômeno. Ou seja, Kant diz que jamais podemos experimentar a coisa-em-si diretamente. Tudo o que podemos conhecer diretamente são os fenômenos, que é aquilo que se apresenta ao nosso entendimento. Kant denominou “Categorias do Entendimento” os conceitos que organizam a realidade permitindo-nos compreender a experiência. Esses conceitos são: espaço, tempo, substancia e causalidade. Kant denominou esses conceitos de a priori. Conceitos a priori, vêm antes da experiência; eles tornam a experiência possível. Ou seja, não são conceitos que as pessoas formularam; eles existiam antes de nossa existência, antes de sequer pensarmos neles. Mas eles são necessários para que possamos compreender as coisas.
Com a Crítica da Razão Pura, Kant pretende um estudo sobre os limites do conhecimento. Seu método é a crítica, isto é, a analise reflexiva, onde a razão critica a si mesma, o que consiste em remontar às condições que tornam o conhecimento legítimo. Kant fez uma analogia entre sua abordagem da relação entre experiência e entendimento e a explicação de Copérnico sobre a relação entre a Terra e o Sol. Assim invertendo a atitude empírica em relação ao conhecimento, Kant, em vez de dizer que o conhecimento deve se conformar aos objetos, ele disse que os objetos devem se conformar ao conhecimento. Ou seja, os objetos são organizados pela mente; e como a mente organiza a realidade, permite-nos compreender a experiência.
Partindo da distinção de Hume entre idéias sobre o que existe e idéias sobre o que deveria ser, Kant propõe a visão de que existem categorias objetivas do pensamento moral. Ele se referiu ao pensamento moral como Razão Prática, o raciocínio sobre como deveríamos agir. Ele opôs a “razão prática” à “razão pura”, o raciocínio sobre o que existe. Em seu estudo da razão prática, Kant sustentou que podemos ter idéias universalmente válidas sobre o que deveríamos fazer, denominadas “imperativos”.
Kant descreveu o “imperativo categórico”, que possibilita o julgamento prático, assim como as categorias de substância, qualidade, etc. possibilitam o entendimento. O imperativo categórico, disse ele, é um “conceito a priori”. Podemos ver que é verdadeiro antes da experiência. Kant descreveu o imperativo categórico como uma lei moral universal. O imperativo categórico é uma lei moral que é válida para todo mundo e forma a base de nossa razão prática, ou entendimento moral. Não apenas se refere a como devemos agir, mas permite que nos comportemos como seres morais. Podemos dizer que nossas ações estão de acordo com essa lei se forem corretas e morais pra todos.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
David Hume (1711-1776) e o Entendimento Humano
As impressões sensoriais, afirma Hume, reúnem-se em nossas mentes se forem semelhantes umas às outras ou se as experimentarmos conjuntamente. Em outras palavras, elas se reúnem em nossas mentes por associações. Esse associacionismo de Hume baseia-se em uma visão empírica do entendimento, mas ao mesmo tempo nos afasta co conhecimento empírico: Aquilo que conhecemos é formado com base em semelhanças e coincidências, e essas relações não são tão confiáveis quanto às leis científicas formuladas por Newton.
Parte do problema, disse Hume, deve-se à diferença entre fatos e razão. Fatos são apenas fatos. Você não pode usá-los para dizer algo seguro sobre outros fatos. Além disso, eles não são logicamente necessários. Não temos como saber se o que existe tem de existir ou se algo diferente poderia ter existido com a mesma facilidade.
Por outro lado, existem conexões lógicas que podemos estabelecer entre idéias. Mesmo assim, essas conexões informam apenas sobre as relações, não sobre os fatos. Isso significa que fatos e relações lógicas estão separados como as pontas de uma forquilha. Podemos associá-los em nossas mentes, mas são coisas diferentes. Fatos acidentais e relações lógicas não podem se unir para informar ao certo o que é a realidade. Tudoo que podemos fazer é levantar hipóteses.
Hume afirmou que tendemos a acreditar que as coisas têm causas, mas não é possível saber quais coisas em particular causam outras. Porque formamos crenças sobre causas baseadas em associações que fizemos. Essas associações não nos informam como as coisas realmente acontecem. Pelo contrário, elas refletem a maneira como nossos instintos naturais, hábitos e convenções sociais formaram nossa crença sobre o mundo.
Hume afirmou que a experiência, embora seja a nossa única fonte de conhecimento, não pode nos informar muita coisa sobre a realidade. Assim, a maioria das crenças baseia-se no hábito, na convenção e na natureza humana. De forma semelhante, as ações das pessoas em si não são boas ou más, mas produzem juízos de valor dentro de nós. Todas as ações são apenas fatos, e esse fato faz as pessoas julgarem o fato como bom ou mal. Essa tendência a julgar faz parte da natureza humana. Está dentro de nós e não no evento ao qual reagimos. Assim, nossas ações, e em grande parte, nossas crenças são determinadas mais pelo desejo que pela razão.
Nas palavras de Hume: “A beleza das coisas existe nas mentes que as contemplam.”
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A Filosofia Moderna II - Sobre o Sr. Locke

(...) Nosso Descartes, nascido para descobrir os erros da Antiguidade, mas para substituí-los pelos seus próprios e impelido por esse espírito sistemático que cega os maiores homens, imaginou ter demonstrado que a alma era a mesma coisa que o pensamento, como a matéria, segundo ele, é a mesma coisa que a extensão. Assegurou que se pensa sempre e que a alma vem ao corpo já provida de todas as noções metafísicas, conhecendo Deus, o espaço, o infinito, tendo todas as idéias abstratas, repleta enfim de belos conhecimentos que infelizmente esquece ao sair do ventre de sua mãe. (...) Locke diz: “deixo discutir aqueles que sabem mais do que eu se nossa alma existe antes ou depois da organização de nosso corpo; mas confesso que, na partilha, coube-me uma dessas almas grosseiras que não pensam sempre e tenho até mesmo a infelicidade de não conceber que seja mais necessário à alma pensar sempre do que ao corpo estar sempre em movimento.”
Locke, após ter arruinado as idéias inatas, após ter renunciado à vaidade de crer que se pensa sempre, estabelece que todas as nossas idéias nos vêm pelos sentidos, examina nossas idéias simples e as compostas, segue o espírito do homem em todas as suas operações,mostra como as línguas faladas são imperfeitas e como abusamos dos termos a todo momento.
Finalmente passa a considerar a extensão, ou melhor, o nada dos conhecimentos humanos. É nesse capítulo que ousa proferir modestamente as seguintes palavras: “Talvez nunca sejamos capazes de conhecer se um ser puramente material pensa ou não”(...) “Confessem pelo menos que vocês são tão ignorantes como eu, que sua imaginação nem a minha podem conceber como um corpo tem idéias; e vocês não compreendem melhor como uma substância, seja qual for, tem idéias? Não concebem a matéria nem o espírito; como ousam assegurar alguma coisa?”
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
[repostagem] Eu - Deus - O mundo

[repostagem] Francis Bacon (1561-1626)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A Filosofia Moderna
O pensamento moderno talvez seja mais fácil de ser compreendido por nós, pelo fato de estarmos mais próximo dele do que do antigo e medieval, e por sermos ainda hoje, de certo modo herdeiros dessa tradição. Entendemos como conceito de modernidade uma ruptura com a tradição, uma oposição entre o antigo e o novo, uma valorização do novo, ideal de progresso, ênfase na individualidade e rejeição da autoridade institucional.As grandes transformações no mundo europeu dos séculos XV e XVI como a descoberta do Novo Mundo, o surgimento de importantes núcleos urbanos em algumas regiões, principalmente na Itália, o desenvolvimento da atividade econômica, sobretudo mercantil e industrial, a valorização do homem como indivíduo, de sua livre iniciativa e de sua criatividade a noção de um espaço infinito e a visão da natureza possuindo uma “linguagem matemática” e a mudança do modelo geocêntrico para o heliocêntrico, a valorização da interpretação da mensagem divina nas escrituras pelo indivíduo e a oposição entre o antigo e o moderno, suscita a problemática cética do conflito das teorias e da ausência de critério conclusivo para a decisão sobre a validade destas teorias. Grandes foram os esforços dos filósofos modernos para resolver estes problemas. Podemos destacar nesse período, Francis Bacon que juntamente com René Descartes é considerado um dos iniciadores do pensamento moderno, por sua defesa do método experimental contra a ciência teórica e especulativa clássica, bem como por sua concepção de um pensamento crítico e do progresso da ciência e da técnica.
“A mais singular e a melhor de suas obras é aquela que hoje em dia é menos lida e a mais inútil: entendo falar de seu Novum Scientiarum Organum [1]. É o andaime com o qual se construiu a nova filosofia; e quando esse edifício foi levantado pelo menos em parte, o andaime passou a não servir para mais nada”. [2]
“O chanceler Bacon não conhecia ainda a natureza, mas conhecia e indicava todos os caminhos que levavam a ela. (...) É o pai da filosofia experimental; de todas as experiências físicas que foram feitas depois dele, não há quase nenhuma que não tenha sido indicada em seu livro. Ele próprio havia feito várias. Esse precursor da filosofia foi também um escritor elegante, um historiador, um belo intelecto. Em pouco tempo sua física experimental começou a ser cultivada simultaneamente em quase todas as partes da Europa. Era um tesouro escondido de cuja existência Bacon desconfiava e que todos os filósofos, encorajados por sua promessa, se esforçaram para desenterrar.”[3]
[2] VOLTAIRE, Cartas Filosóficas, Sobre o Chanceler Bacon.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Os Grandes Descobrimentos

As mudanças econômicas também aconteceram uma vez que, descoberta a América, grande quantidade de ouro, prata e pedras preciosas chegavam à Europa nos navios vindos do Novo Mundo. Mas a maior mudança foi na concepção do homem, uma vez que aqueles povos do outro lado do Atlântico eram tão diferentes do homem europeu.
Assim fala Montaigne (1533-1592) filósofo francês do período sobre esses povos:
“Essa descoberta de um imenso país parece de grande alcance e presta-se a grandes reflexões (...) não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos; e, na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra (...) Esses povos não me parecem, pois, merecer o qualificativo de selvagens somente por não terem sido senão muito pouco modificados pela ingerência do espírito humano e não haverem quase nada perdido de sua simplicidade primitiva. (...) Ninguém concebeu jamais uma simplicidade natural elevada a um tal grau, nem ninguém jamais acreditou pudesse a sociedade subsistir com tão poucos artifícios. É um país onde não há comércio de qualquer natureza, nem literatura, nem matemáticas; onde não se conhece sequer de nome um magistrado, onde não existe hierarquia política, nem domesticidade, nem ricos, nem pobres. Contratos, sucessão e partilhas aí são desconhecidos; em matéria de trabalho só sabem da ociosidade; o respeito aos parentes é o mesmo que dedicam a todos; (...) tratam-se mutuamente por irmãos quando são da mesma idade, e aos mais jovens chamam filhos e pais aos velhos, indistintamente. Quando morrem estes, passam seus bens aos herdeiros naturais; as heranças não são divididas, conservando todos os participantes a posse do todo. O vestuário, a agricultura e o trabalho dos metais, ignoram”.
Montaigne ainda continua: “A região em que habitam esses povos é de resto muito agradável. O clima é temperado a ponto de, segundo minhas testemunhas, raramente se encontrar um enfermo. Afirmaram mesmo nunca terem visto algum epilético, remeloso, desdentado ou curvado pela idade. (...) Têm peixes e carne em abundância, e de excelente qualidade, contentando-se com os grelhar para os comer. O primeiro indivíduo que viram à cavalo inspirou-lhes tal pavor que embora já houvessem estado com ele de outras feitas, o mataram a flechadas e só então o reconheceram. Suas residências constituem-se de barracões com capacidade para duzentas ou trezentas pessoas, e são edificadas com troncos e galhos de grandes árvores enfiadas no solo e se apoiando uns nos outros na cumeada, à semelhança de certos celeiros nossos cujos tetos descem até o chão fechando os lados. Possuem madeiras tão duras que com ela fabricam espadas e espetos para grelhar os alimentos. Seus leitos, formados de cordinhas de algodão, suspendem-se ao teto. Cada qual tem o seu, dormindo as mulheres separadas dos maridos. Levantam-se com o sol e logo merendam, não fazendo outra refeição durante o resto do dia. (...) Em lugar de pão, comem uma substância branca parecida com o coentro cozido. Experimentei, é doce e algo insosso. Passam o dia a dançar; os jovens vão à caça de grandes animais contra os quais usam o arco unicamente. Enquanto isso, uma parte das mulheres diverte-se com preparar a bebida, o que constitui sua principal ocupação.
Todas as manhãs, antes que iniciem a refeição, um ancião percorre o barracão, que tem uns cem passos de comprimento, e prega aos ocupantes sem cessar as mesmas coisas: valentia diante do inimigo e amizade a suas mulheres. Acreditam na imortalidade da alma. As que mereceram aprovação dos deuses alojam-se no céu do lado do nascente, as amaldiçoadas do lado do poente. Sua moral resume-se em dois pontos: valentia na guerra e afeição por suas mulheres. (...) Os homens têm várias mulheres, em tanto maior número quanto mais famosos e valentes.
Esses povos guerreiam os que se encontram além das montanhas. Fazem-no inteiramente nus, tendo por armas apenas seus arcos e espadas de madeira, pontiagudas como as nossas lanças, e ignoram a fuga e o medo. Como troféu traz cada qual a cabeça do inimigo trucidado, a qual penduram à entrada de suas residências. Se entrarem em guerra e saírem vitoriosos, o benefício de sua vitória consiste em unicamente na glória que auferem dela e na vantagem de se terem mostrado superiores em valentia e coragem. Aos prisioneiros não se exige senão que se confessem vencidos. Mas não se encontra um só que não prefira a morte a confessar-se vencido. Nenhum que não prefira ser morto e comido a pedir mercê. Por certo em relação a nós são realmente selvagens, pois entre suas maneiras e as nossas há tão grande diferença que ou eles são os selvagens ou nós o somos.”[1]
Podemos ver por este relato que o homem americano causou tanto estranhamento na Europa que coloca em crise toda a sociedade da época. Se o filósofo vê nesse povo motivo para novas reflexões, os padres verão no Novo Mundo um enorme canteiro de almas inocentes para serem salvas pela palavra de Deus que aqueles ainda não conheciam. Os Jesuítas vêem para a América catequizar os índios, mas a Europa já não era mais a mesma. Uma nova ciência, uma nova arte, uma nova religião, uma nova política, uma nova sociedade, e o retorno da velha pergunta: Quem sou eu? O selvagem do outro lado do Atlântico fez o europeu olhar para si mesmo e voltar a procurar por um fundamento seguro para seu conhecimento e forma de ser no mundo.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Galileu Galilei (1564 - 1642)

Aos 25 anos foi nomeado professor de Matemática da Universidade de Pisa e em 1592 tornou-se professor na Universidade de Pádua, onde permaneceu até aos 43 anos e efetuou diversas descobertas. Algumas das descobertas mais importantes são as leis do pêndulo e a lei da queda dos graves. Entre as suas invenções contam-se a do termoscópio e do telescópio.
No início do século XVII surgiram os primeiros telescópios na Holanda. Galilleu desenvolveu/aperfeiçoou o seu próprio telescópio e foi o primeiro a observar as manchas solares, os quatro principais satélites de Júpiter e as fases de Vênus.
Galileu foi o primeiro a fazer uso científico do telescópio. Ao fazer observações astronômicas com ele, descobriu que a Via Láctea é composta de miríades de estrelas (e não era uma "emanação" como se pensava até essa época), descobriu ainda os satélites de Júpiter, as montanhas e crateras da Lua. Todas essas descobertas foram feitas em março de 1610 e comunicadas ao mundo no livro Sidereus Nuncius ("O Mensageiro das Estrelas"), manuscrito que causou sensação pela Europa inteira nos anos seguintes. Baseado no princípio do telescópio, começou a produzir os primeiros microscópios. A observação dos satélites de Júpiter, levaram-no a defender o sistema heliocêntrico de Copérnico.
Em 1632, Galileu publicou “Dialogo Sopra i Due Massimi Sistemi del Mondo”, onde produzia uma conversa entre três personagens: Salviati, Sagredo e Simplicius. Nesta obra, Galileu afirmou que a terra girava em torno do sol, o que contrariava a teoria aceite e defendida pela Igreja Católica. Os Diálogos foram proibidos e Galileu foi interrogado diversas vezes, mas apesar das ameaças de tortura, Galileu manteve as suas convicções sobre a teoria heliocêntrica, que segundo o Santo Ofício de Roma, era incompatível com a Sagrada Escritura. Galileu foi obrigado a negar a publicamente a teoria copernicana e condenado a viver em prisão domiciliária em Arcetri, onde escreveu as obras "Discorsi", "dimonstrazioni matematiche intorno a due nuove scienze", "Aattinenti alla meccanica" e "I movimenti locali", que foram secretamente publicadas na Holanda em 1638.
Diz a lenda que, quando foi julgado por heresia, em 1633, e forçado a rejeitar a sua crença de que a Terra se movia à volta do Sol, Galileu teria murmurado: "Eppur si muove" ("No entanto move-se"). Morreu em 8 de Janeiro de 1642 em Arcetri, completamente cego.
sábado, 17 de julho de 2010
Johannes Kepler (1571-1630)

Kepler revelou então uma extraordinária habilidade matemática. A sua fama foi tal que foi convidado a ensinar matemática no seminário protestante da Universidade de Graz, na Áustria, onde chegou em 1594 e ficou até 1600, quando se tornou ajudante do astrônomo Ticho Brahe em seu observatório em Praga. Seu trabalho, além de ensinar matemática, que se conectava com a astronomia, também incluía a posição de matemático e calendarista do distrito. A morte de Brahe, em 1601, fez com que ele assumisse seu cargo de matemático imperial e astrônomo da corte do imperador Rudolph II.
Como calendarista Kepler deveria prever o clima, dizer a melhor data para plantar e colher, prever guerras e epidemias e mesmo eventos políticos, além de instigar cuidados, disfarçados de prognósticos, para prevenir doenças.
Em 1597 publica seu primeiro livro Mysterium Cosmographicum (Mistérios do Universo) onde defende o heliocentrismo de Copérnico e propunha que o tamanho de cada órbita planetária é estabelecido por um sólido geométrico (poliedro) circunscrito à órbita anterior. Este modelo matemático poderia prever os tamanhos relativos das órbitas.
Os anos seguem e Kepler continua estudando as órbitas dos planetas, a luz e lentes e o olho humano. Em 1604 publica Astronomiae Pars Óptica, considerado o livro fundamental da óptica, onde explicou a formação da imagem no olho humano, como funciona uma câmara obscura, descobriu uma aproximação para a lei da refração, estudou o tamanho dos objetos celestes e os eclipses.
Em 1609 publica Astronomia Nova, o ápice de seus esforços para calcular a órbita de Marte. Este tratado contém a exposição de duas das chamadas leis de Kepler sobre movimento planetário. Segundo a primeira lei de Kepler (lei das órbitas), os planetas giram em órbitas elípticas ao redor do sol. A segunda lei de Kepler (lei das áreas), afirma que uma linha imaginária desde o sol a um planeta percorre áreas iguais a uma elipse durante intervalos iguais de tempo, em outras palavras, um planeta girará com maior velocidade quanto mais próximo estiver do sol.
Em 1611 publica no Dioptrice, seus estudos sobre as leis que governam a passagem da luz por lentes e sistemas de lentes, sobre o telescópio astronômico de Galileu.
Em 1612 com a morte do Imperador Rudolph II, aceitou a posição de matemático e professor do colégio distrital de Linz. Ali publicou seu Harmonices Mundi, em 1619, cuja parte final contém outra descoberta sobre o movimento planetário (3ª lei de Kepler), a relação do cubo da distância média de um planeta ao sol e o quadrado do período da revolução do planeta é uma constante e é a mesma para todos os planetas. É pensando na harmonia das esferas, na distância dos planetas entre si e em suas órbitas que Kepler vai tentar imaginar a música que Deus quis escrever quando criou o universo. Diferente de Galileu que via o universo como uma máquina, o grande relógio, Kepler via o universo como música e a posição dos planetas e seus movimentos como uma sinfonia escrita por Deus.
O inicio da Guerra dos Trinta Anos entre Reformistas Protestantes e a Contra Reforma Católica, marca um período de caça às bruxas na sua região natal. Sua mãe foi acusada de feitiçaria e torturada, foi condenada à fogueira. Kepler usa seu prestígio e talento no processo que se estendeu até 1621 para libertá-la.
Em 1626, as autoridades eclesiásticas de Linz consideram-no suspeito de heresia, selam a sua biblioteca e Kepler tem que deixar a cidade, partindo para Ulm, nas margens do Danúbio. Aí completou os cálculos relativos à posição das 777 estrelas observadas por Ticho Brahe, às quais acrescentou 228 observadas por si, terminando as Tabelas Rudolfinas.
Num inverno rigoroso, em viagem para Rogensberg, na esperança que pagassem o que deviam pelos seus trabalhos, Kepler adoece e acaba por falecer em 15 de novembro de 1630, aos 61 anos de idade.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Giordano Bruno (1548-1600)

Defensor do Humanismo, corrente filosófica do Renascimento, cujo principal representante é Erasmo, Bruno defendia o infinito cósmico e uma nova visão do homem. Embora a filosofia de sua época estivesse baseada nos clássicos antigos, principalmente Aristóteles, Bruno teorizou contra eles. Sua forma e conteúdo são muito semelhantes à de Platão, escrevendo na forma de diálogos e com a mesma visão.
No século XVI a filosofia se liberta da religião, e a ciência moderna nasce da filosofia. A ciência não mais será a busca da verdade na propriedade lógica de conceitos, mas através das lentes de microscópios e telescópios. Bruno é a figura principal nessa transição: torna-se um filósofo independente e pressente que a verdade está para além do autoritarismo lógico dos filósofos escolásticos. Embora não seja um cientista, pois não era nem matemático nem astrônomo, dá prontamente crédito a Copérnico, um observador do céu e do movimento dos astros. Copérnico ousa contrariar a cosmologia das esferas celestes perfeitas do sistema aristotélico-ptolomaico que tomava a terra, "logicamente", como o centro do universo.
Sua idéia de que o universo era infinito, e que muitos mundos deveriam existir além daquele então conhecido foi uma das grandes idéias estimuladoras da ciência, durante o Renascimento. O seu livro "Sobre o Universo Infinito e Mundos" em que faz sua afirmação da existência de outros mundos povoados por seres inteligentes é ainda hoje um grande apelo para a imaginação de muitos. Sua técnica de classificação sistemática de objetos da observação no preenchimento de tabelas, suas tábuas combinatórias, foram os germes dos métodos empíricos que marcaram o início da ciência experimental.
Nômade por natureza e modo de vida, Bruno baseou sua filosofia apoiado nas suas intuições e vivências fora do comum. Defendeu teorias filosóficas que misturavam um neoplatonismo místico e panteísmo. Acreditava que o universo é infinito, que Deus é a alma universal do mundo e que todas as coisas materiais são manifestações deste princípio infinito.. Por isso Bruno é considerado um dos pioneiros da filosofia moderna.
Por estas opiniões quentes e perigosas para a época, Giordano Bruno foi condenado pela inquisição. Ao ser anunciada a sentença de que seria executado piamente (sem derramamento de sangue) disse: “Teme mais a Força em pronunciar a sentença do que eu em escutá-la.” Morreu na fogueira com tábua e pregos na língua, para parar de “blasfemar”.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Lutero e a Reforma Religiosa

Seus textos, colocavam em discussão a existência da própria Igreja, do clero e dos sacramentos, além da questão das indulgências; e desencadearam uma reação certamente superior às expectativas do próprio Lutero. O monge abandonou o hábito, casou-se com uma ex-freira e se dedicou ao esclarecimento das novas doutrinas teológicas, e também à tradução da Bíblia para o alemão, o que possibilitou a cada cristão ler em seu próprio idioma[1], e não apenas ouvir em latim, as palavras de Deus.
Para Lutero somente a leitura do evangelho é eficaz na manutenção e conservação da fé, que é o único caminho à salvação. O homem, teria duas dimensões: uma espiritual e outra corporal. E uma não influencia a outra. Atos, obras e comportamentos não influem na espiritualidade e podem muitas vezes ser hipócrita. Portanto, não são as ações mas, somente a fé, que conduz à salvação. Apesar de interiormente justificado pela fé, o homem não pode ficar ocioso ou praticar o mal, pois ele deve aumentar essa fé e essa suficiência até a outra vida. Enquanto ele permanece nesta vida corporal, deve governar seu próprio corpo. O homem deve agir bem, não para satisfazer a Deus, mas sim por que as boas ações são somente o fruto da fé interior. O corpo deve ser adestrado e exercitado para que se torne obediente em conformidade com o homem interior e com a fé. Boas e Justas ações não tornam jamais um homem bom e justo, mas um homem bom e justo pratica ações boas e justas; más ações não tornam jamais um homem maldoso, mas um homem maldoso pratica más ações.
De acordo com Lutero, a vontade humana não é livre. O homem deve escolher entre duas servidões: ou Deus ou Satanás. A história humana é a história destes dois cavaleiros a disputar entre si para ter e possuir o homem.
A reforma religiosa participou de modo decisivo do desencadeamento da revolução científica. Os reformistas pregavam que uma forma de se apreciar a existência de Deus era através das descobertas na ciência e por isso essas foram incentivadas, proporcionando uma propulsão ao desenvolvimento da revolução científica.
[1] Depois que Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, diversas traduções foram feitas pela Europa no idioma local.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Maquiavel e O Príncipe
As duas espécies de principados são os hereditários e os novos. Sem se deter nos hereditários, onde o príncipe recebe o poder sem grandes dificuldades, seu texto se preocupa com o principado novo no qual se encontra toda a dificuldade para sua aquisição e conservação. Estes ele subdivide em inteiramente novos e mistos (aqueles que são anexados aos hereditários). Outra subdivisão são os principados eclesiásticos onde afirma, com certa ironia, que é Deus quem os conquista e os conserva, e, portanto, estarão fora de sua análise. Enumera quatro maneiras de se conquistar um principado e outras tantas para como conservá-los ou perdê-los.
Conquista-se pela virtude, pela fortuna, pela perversidade e pelo consentimento dos próprios cidadãos. Para conservá-los o príncipe deve amedrontar, intimidar, constranger os vencidos para que eles silenciem. Deve ser forte e estar sempre suficientemente armado. Embora endereçada aos Médici, é César Bórgia quem o autor descreve como o tipo ideal de governante que a Itália precisa:
“Quem considerar necessário garantir-se em seus novos domínios contra os inimigos, fazer amizades, conquistar pela força ou pela fraude, fazer-se amado e temido pelo povo, seguido e reverenciado pelos soldados, destruir os que podem e querem ofendê-lo, inovar antigos costumes, ser bom e severo, magnânimo e liberal, suprimir a antiga milícia e substituí-la por outra, manter a amizade dos reis e dos príncipes de modo que tenham satisfação em assisti-lo, e medo de injuriá-lo, não poderia encontrar melhor exemplo que na conduta deste homem”.
Suas observações sobre como os grandes homens da época e da história enfrentaram o destino e moldaram, a partir de suas circunstâncias (as circunstâncias e as decisões tomadas diante das circunstâncias) sua própria sorte, faz de O Príncipe um marco do pensamento moderno. A política passa a ser uma realização humana, compreendida a partir da observação das relações. Defende a idéia de que a ação humana pode transformar e construir seu próprio destino. O destino do homem é obra do seu próprio talento, de suas virtudes.
A origem do poder deixa de ser divina e se encontra na força. O triunfo do mais forte é o fato essencial da história. Assim afasta qualquer preocupação de direito na aquisição. Essa verdade pode não ser agradável aos ouvidos, mas é uma constatação concreta da realidade, longe de qualquer divagação idealista ou irreal. Quem despreza o que se faz pelo que deveria ser feito, aprenderá a provocar sua própria ruína, e a não defender-se.
Maquiavel nunca diz que quer mudar a realidade, nem se propõe a isso. Busca na idéia de uma espécie de natureza da política que deve ser compreendida e aceita pelo príncipe, encontrar as virtudes necessárias para a conquista e manutenção do poder que seriam: a impetuosidade e a prontidão de espírito para compreender, aceitar as coisas (relações políticas) como elas são e não hesitar em agir.
Não há um critério moral que sirva de balizamento para as ações do príncipe. A única referência da boa ou má ação do príncipe é a eficácia na realização de seus objetivos ou não. Os fins justificam os meios. Em política não é correto fazer o que se quer, mas o que é preciso fazer.
domingo, 23 de maio de 2010
Erasmo de Rotterdam e o Elogio da Loucura

Em seu livro O Elogio da Loucura, apresenta a loucura como uma deusa que conduz as ações humanas. Identifica a loucura em costumes e atos como o casamento e a guerra. Diz que é ela (a loucura) que forma as cidades, mantém os governos, a religião e a justiça. Ele critica muitas atividades humanas, identificando nelas mediocridade e hipocrisia.
Com o início da Reforma, Erasmo preferiu não tomar partido, assumindo uma posição de neutralidade, mas depois de uma disputa de idéias com Lutero, acabou defendendo os católicos. Erasmo criticava igualmente a pretensão dos protestantes e a arrogância dos católicos.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O Renascimento das ciências e das artes

Embora no princípio o amor pela Antigüidade se expressasse em cópias das obras antigas, pouco a pouco foram realizadas verdadeiras pesquisas científicas e artísticas que acabaram pondo em xeque toda a ordem estabelecida até então nessas áreas.
O significativo desenvolvimento urbano e comercial (iniciado no século XII) viabilizou a ascensão da burguesia. Daí, o surgimento de grandes patrocinadores culturais, os mecenas, com interesses intelectuais e econômicos.
Esse tipo de incentivo à arte tornou-se prática comum e vários governos valeram-se de artistas e intelectuais para melhorar a própria imagem. A burguesia e a nobreza, classes sociais que despontam no final da Idade Média, passam a dividir o poderio com a Igreja, levando a uma separação de religião e política, que transforma a última em uma ciência e as criticas à decadência moral da Igreja e da corte pontifícia ganham destaque nas obras de diversos autores, levando alguns até mesmo à fogueira.
Com os aparatos tecnológicos que surgiram nesta época (tais como e bússola e a pólvora), a antiga visão do mundo já não atendia mais às exigências e a religião em decadência precisava ser repensada. O mundo acordava de seu sono. O homem clamava pelo domínio sobre a natureza.
terça-feira, 20 de abril de 2010
A Filosofia na Idade Média - parte final
São Tomás de Aquino forneceu a mais completa explicação filosófica desenvolvida até então da relação entre Deus e a humanidade; o seu tenaz intento de conciliar os valores da fé com os valores da razão, retomando uma abordagem aristotélica da filosofia, colocou-o em oposição a duas linhas de pensamento: a tendência místico-platônica – defendida na época pelos Franciscanos – e a crença dos chamados Averroístas que identificavam na doutrina de Aristóteles argumentos incompatíveis com a revelação cristã.Para Tomás de Aquino, a verdade da fé cristã ultrapassa a capacidade da razão, mas os princípios naturais da razão não podem estar em oposição a esta verdade, pois os princípios que nos advêm por natureza nos foram incutido por Deus, sendo ele o autor da nossa natureza. Logo, a sabedoria divina também possui esses princípios. Assim, o que se opõe a tais princípios se opõe a sabedoria Divina e, portanto, não pode derivar de Deus. Pensar o contrário implica imaginar que Deus tenha intencionalmente enganado o ser humano, dotando-o de uma capacidade, a razão, aparentemente formidável e verdadeira, mas na realidade ilusória e em oposição ao resto da criação.
São Tomás ainda formulou provas lógicas da existência de Deus, explicou como os seres humanos e outras criaturas foram criados por Deus como derivações da perfeição divina, e como poderíamos retornar à unidade com Deus por meio de seu poder de nos assimilar e de nosso desejo por ele. Valendo-se dos conceitos e procedimentos lógicos aristotélicos, fazendo deles muito bem sucedido e influente uso, lança mão do conceito de causalidade de Aristóteles para concluir que tudo possui uma finalidade e essa finalidade está ligada a vontade de Deus. Deus é o primeiro motor de onde surgiram todas as coisas e é também o grande fim para onde todas as coisas se dirigem segundo a Sua vontade.
São Tomás de Aquino via a alma humana como a forma platônica do eu.
A ênfase na lógica aristotélica desencadeou um debate sobre se as idéias existem fora da mente ou se apenas não passam de nomes para as coisas. No final, esse debate trouxe de volta a filosofia ao contato com as coisas materiais e guiou-a para o Renascimento e a abertura para a ciência moderna.
quarta-feira, 31 de março de 2010
A Filosofia Medieval - parte 4

quarta-feira, 17 de março de 2010
A Filosofia na Idade Média - parte 3

“O fato de não podermos experimentar Deus plena ou diretamente não significa que não devamos tentar compreender a verdade divina nesta vida”. A relação entre Deus e a alma humana é uma chave para o entendimento da verdade divina.
A fórmula agostiniana – “Entende para crer e crê para entender” –fornece, de renovadas formas, um quadro básico que permitirá aos medievais colocar a serviço da fé os recursos da cultura profana. Quer dizer, a fé não elimina a inteligência, não despreza a razão, não arruína o pensamento. É preciso entender – minha palavra – para crer; crê – a palavra de Deus – para entender.
Pode-se dizer que Agostinho forneceu aos medievais um ideal cultural, uma síntese doutrinal e uma orientação filosófica. O ideal cultural prefigura a atitude do cristão para com a sabedoria pagã: as verdades enunciadas pelos filósofos não devem ser temidas, mas reclamadas deles como de injustos possuidores. Coloca assim, a serviço da sabedoria cristã, sua cultura de retórico romano.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Filosofia Medieval - parte 2
O neoplatonismo, como o pensamento religioso dava grande importância aos textos, considerando as palavras escritas especial, mágicas ou mesmo divina.Estudando os textos, os filósofos esperavam apreender a unidade oculta para a qual as palavras apontam.
Essa fixação pelos textos escritos é uma das razões pela qual os filósofos medievais prezavam tanto os filósofos antigos. Em vez de criarem filosofias radicalmente novas, eles veneravam as já escritas e estabelecidas. Assim, muitos filósofos passaram a ver a filosofia grega como divinamente inspiradas.
Filo acreditava que mesmo as palavras da Bíblia não passam de aproximações da verdade. Desse modo, ele interpretou histórias da Bíblia como metáfora das idéias platônicas. Essa maneira de interpretar a Bíblia acabou influenciando profundamente os teólogos cristãos, que procuravam nos filósofos gregos elementos que apontassem para as crenças cristãs.
Essa forma de interpretação passou a ser conhecida como alegoria. Alegoria é uma forma de escrever em que o escritor lança mão de um conjunto de coisas, geralmente figuras concretas, para representar outro conjunto de coisas ou idéias que costumam ser mais abstrata.
Plotino costuma ser considerado o primeiro filosofo neoplatônico, embora suas idéias se assemelhem em muitos aspectos às de Filo. Ele elaborou o vínculo entre a unidade divina e os objetos materiais. Ele via os objetos materiais e as formas ideais como criações divinas. Para ele, o mundo é uma espécie de obra de arte, que expressa o ser divino. Essa explicação é conhecida como teoria da emanação.
A realidade emana do Um, o ser divino, como o calor emana de um ferro quente. Como o Um é uma espécie de artista, ou criador, podemos comungar com o ser divino por meio da arte e também por meio da meditação. Se conseguirmos perder de vista a diferença entre nós e as outras coisas, poderemos experimentar o Um.
Misticismo é o nome que damos a essa idéia e prática de atingir a unidade com Deus. Isso pode ocorrer em forma de sonhos e visões ou por meio da meditação e da criação artística.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
A Filosofia na Idade Média - parte 1

Aristóteles, Platão e a religião forneceram um amplo arcabouço para a maior parte das idéias filosóficas da Idade Média que perdurou até o Renascimento, quando começou a ser gradualmente substituído pela ciência moderna.
- uma teologia sob o regime da gramática (século IX)
- uma teologia sob o regime da dialética (século XII)
- uma teologia sob o regime da filosofia (século XIII)
Um dos primeiros filósofos a combinar filosofia e religião foi Filo de Alexandria, que afirmou que o Bem ideal e Deus eram a mesma coisa.