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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Karl Marx (1818-1883) - O Materialismo Dialético e Histórico


Marx fez uma crítica radical ao idealismo hegeliano, na qual afirma que Hegel inverte a relação entre o que é determinante – a realidade material – e o que é determinado – as representações e conceitos acerca dessa realidade. A filosofia idealista seria, assim, uma grande mistificação que pretende entender o mundo real, concreto, como manifestação de uma razão absoluta.
Marx procurou compreender a história real dos seres humanos em sociedade a partir das condições materiais nas quais eles vivem. Essa visão da história foi chamada de materialismo histórico. Para Marx não existe o indivíduo formado fora das relações sociais, como o querem Hegel, Feuerbach, Schopenhauer, Kierkegaard e outros tantos. Para ele “A essência humana é o conjunto das relações sociais”, o que significa que a forma como os indivíduos se comportam, agem, sentem, e pensam vincula-se à forma como se dão as relações sociais. Essas relações sociais, por seu lado, são determinadas pela forma de produção da vida material, ou seja, pela maneira como os seres humanos trabalham e produzem os meios necessários para a sustentação material das sociedades.
A forma como os homens produzem esses meios depende em primeiro lugar da natureza, isto é, dos meios de existência já elaborados e que lhes é necessário reproduzir;[1]
Ao falar da produção material da vida, Marx não se refere apenas à produção das inúmeras coisas necessárias à manutenção físicas dos indivíduos, considera o fato de que, ao produzirem todas essas coisas, os seres humanos constroem a si mesmos como indivíduos. Isso ocorre porque, “o modo de produção da vida material condiciona o processo geral de vida social, política e espiritual”[2]. Marx reconhece o trabalho como atividade fundamental do ser humano e analisa os fatores que o tornaram uma atividade massacrante e alienada no capitalismo. Marx pretende expor a lógica do modo de produção capitalista, em que a força de trabalho é transformada em uma mercadoria com dupla face: de um lado, é uma mercadoria como outra qualquer, paga pelo salário; de outro, é a única mercadoria que produz valor, ou seja, que reproduz o capital.
Marx também entende o desenvolvimento histórico-social como decorrente das transformações ocorridas no modo de produção. Nessa análise, ele se vale dos princípios da dialética, mas garante que seu “método dialético não só difere do hegeliano, mas é também sua antítese direta”[3]. Na concepção hegeliana, a dialética torna-se instrumento de legitimação da realidade existente. No pensamento de Marx, a dialética leva ao entendimento da possibilidade de negação dessa realidade “porque apreende cada forma existente no fluxo do movimento, portanto também com seu lado transitório”. Ou seja, a dialética em Marx permite compreender a história em seu movimento, em que cada etapa é vista não como algo estático e definitivo, mas como algo transitório, que pode ser transformado pela ação humana. De acordo com Marx, a história é feita pelos seres humanos, que interferem no processo histórico e podem, dessa forma, transformar a realidade social, sobretudo se alterarem seu modo de produção.



[1] A Ideologia Alemã – introdução
[2] Para Crítica da Economia Política – prefácio
[3] O Capital
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COTRIM, Gilberto & FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia, São Paulo : Saraiva, 2010

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6 comentários:

Anônimo disse...

...só com o tempos vamos juntando pedaços e conseguindo formar um pensamento mais coerente....você PROFESSOR tinha em suas mãos uma aluna perfeita para ,junto com ela, de pouco em pouco, conseguir decifrar todas as dificuldades que a distanciavam não só da vida como tAmbém de você. Você professor, se tivesse olhado um pouco mais alem das sua próprias necessidades e para mim de uma forma mais companheira, teria conseguido me ensinar tudo o que naquele momento eu precisava aprender sobre várias coisas e para não deixar a tristeza a falta de interesse se apoderar de mim de forma tão intensa. tbm o medo, o orgulho que não nos levam a nada se em grande escala...Você poderia ter cuidado de mim e me trazido de volta desse mundo interno tão confuso e eu estaria hoje no mundo que pertence, das alegrias das criaçoes, das diversoes e tbm das responsabilidades... porque adoro a vida mesmo como ela é, e você é o professor que poderia ter mudado a minha vida para sempre e com belezas e sutilezas mil. você é maravilhoso e torço para que você sempre possa fazer a diferença na vida de alguém. Beijo...te amo....sou certa para você , mas é de outro jeito que tenho que resolver tudo sozinha e que você facilmente teria resolvido pra mim e comigo, e seriamos perfeitos então. porque se ha uma verdade é que somos perfeitos mesmo que hoje tudo pareça fora do lugar...desejo tudo de bom e muitas alegriaz

Anônimo disse...

acho que sua aluna estava ou ainda esta perdidamente apaixonada por ti!!

Anônimo disse...

Aluna apaixonada é clássico né! É tanto clichê que nem precisa comentar. E parabéns pelo texto, não preciso mais me preocupar com o dever de casa (:

Anônimo disse...

Haha aluna apaixonada, tão clichê. Muito bom o texto, ajudou muito. Espero que com a sociedade de hoje em dia, os professores não comecem a virar jardineiros... pelo menos não os bons professores. :)

Anônimo disse...

muito bom

Anônimo disse...

Muito bom o texto,perfeita clareza de ideias. Adorei.