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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Corpo e Alma em Platão



Como podemos conhecer se a idéia não provém ou emana do conhecimento sensível?





Para responder a essa questão, Platão elabora a teoria da reminiscência, onde afirma que a alma é imortal e muda de corpo após a morte. Nessa mudança de corpo, as almas contemplam as idéias perfeitas. O conhecimento do mundo real se dá pela lembrança do mundo ideal.

Assim, Platão elabora a teoria do inatismo. A alma recupera a idéia perfeita antes de encarnar; Adquirimos o conhecimento antes de nascer e o carregamos conosco ao nascer (...) por que o saber é isso: adquirido um conhecimento, conservá-lo e não esquecê-lo.

A ignorância é importante para a sabedoria, pois a pessoa que se considera ignorante sobre algo, não que ela seja "burra", mas sim, que tem humildade para buscar conhecimento, saber, ter curiosidade para cada vez aprender mais.

A alma é o sopro vital, presente em todos os seres. É definida como aquela que tem capacidade de mover por si mesma. Está dividida em três partes: a racional, localizada no cérebro - o ímpeto, localizado no peito e os apetites localizado no ventre.
Morrer para o filosofo é libertar-se do cárcere do corpo.

O corpo como túmulo da alma, significa que o corpo e a alma são duas existências distintas. Uma existência aparente (corpo) e uma existência real (alma). O inteligível (alma) é capaz de conhecer por meio das reminiscências, e o sensível (corpo) participa do inteligível.
Há uma separação entre corpo e alma, sendo o homem um misto, e não uma unidade desses dois aspectos. O aparente se altera, morre e o inteligível permanece, pois é uma realidade estável.


Pensar sobre o corpo exige pensar sobre a existência, sobre a aparência, sobre a vida e a morte, sobre a finitude, sobre o tempo, sobre o sensível e o invisível.
Para o filósofo, o corpo está sujeito aos males da condição humana, sobre a qual se impõe a natureza, devendo portanto, obedecer à alma e serví-la pois, o corpo é ininteligível, multiforme, dissolúvel e jamais igual a si mesmo. Já a alma é inteligível, estável e imortal, devendo pois comandar e dirigir.
Segundo Platão, o corpo é um obstáculo para a alma que busca a verdade.

O material (corpo) é modelado, é o que recebe a essência ou forma divina, se altera e se destrói. Essa alteração é como uma resistência à informação divina, o que justifica sua destruição e morte.

"Ora, a alma pensa melhor quando não tem nada disso a perturbá-la; nem a vista, nem o ouvido, nem a dor, nem prazer de espécie alguma, e concentrada em si mesma, dispensa a companhia do corpo, evitando qualquer comércio com ele, e esforça-se por apreender a verdade." (Fédon)

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adaptado de "Filosofia Ciência & Vida", n. 37

2 comentários:

Portal Veritas disse...

É interessante esse debate: o pneuma, à exemplo dos estóicos, é definido como a própria divindade que está presente em todas as coisas, proporcionando vida. Entre os cristãos, esse conceito foi re-interpretado como sendo a estrutura do Espírito Santo. Assim, a Pneumatologia é a facção da teologia cristã responsável pelo estudo do Espírito Santo, aquela manifestação do divino responsável pela dispersão da vida.


Breno Bastos

Magda Amaral disse...

Olá!
Queria pedir uma ajudinha para um trabalho escolar meu cujo tema é Platão e Aristóteles a partir dessa citação: "Diante de todo o processo histórico a concepção do corpo foi apresentada de diferentes formas. snedo assim contextualize a concepção de corpo apresentada na idade antiga, média, moderna e contemporânea."
Agradeceria muito se pusesse enviar para meu e-mail: barbie-12-girl@hotmail.com
Beijos!